quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Não é campanha

Cinco Ondas da campanha contra Dilma Rousseff

publicada quarta-feira, 20/10/2010 às 16:48 e atualizada quarta-feira, 20/10/2010 às 19:36

As ondas de uma campanha feita nas sombras

por Rodrigo Vianna

O jornalista Tony Chastinet é um especialista em desvendar ações criminosas. Sejam elas cometidas por traficantes, assaltantes de banco, bandidos de farda ou gangues do colarinho branco. Foi o Tony que ajudou a mostrar os caminhos da calúnia contra Dilma, como você pode ler aqui.

O Tony é também um estudioso de inteligência e contra-inteligência militar. E ele detectou, na atual campanha eleitoral, o uso de técnicas típicas de estrategistas militares: desde setembro, temos visto ações massivas com o objetivo de disseminar “falsa informação”, “desinformação” e criar “decepção” e “dúvida” em relação a Dilma. São conceitos típicos dessa área militar, mas usados também em batalhas políticas ou corporativas – como podemos ler, por exemplo, nesse site.

Na atual campanha, nada disso é feito às claras, até porque tiraria parte do impacto. Mas é feito às sombras, com a utilização de uma rede sofisticada, bem-treinada, instruída. Detectamos nessa campanha, desde a reta final do primeiro turno, 4 ondas de contra informação muito claras.

1) Primeira Onda – emails e ações eletrônicas: mensagens disseminadas por email ou pelas redes sociais, com informações sobre a “Dilma abortista”, “Dilma terrorista”, “Dilma contra Jesus”; foi essa técnica, associada aos sermões de padres e pastores, que garantiu o segundo turno.

2) Segunda Onda – panfletos: foi a fase iniciada na reta final do primeiro turno e retomada com toda força no segundo turno; aqueles “boatos” disformes que chegavam pela internet, agora ganham forma; o povão acredita mais naquilo que está impresso, no papel; é informação concreta, é “verdade” a reforçar os “boatos” de antes;

3) Terceira Onda – telemarketing: um passo a mais para dar crédito aos boatos; reparem, agora a informação chega por uma voz de verdade, é alguém de carne e osso contando pro cidadão aquilo tudo que ele já tinha “ouvido falar”.

4) Quarta Onda – pichações e faixas nas ruas: a boataria deixa de frequentar espaços privados e cai na rua; “Cristãos não querem Dilma e PT”; “Dilma é contra Igreja”; mais um reforço na estratégia. Faixas desse tipo apareceram ontem em São Paulo, como eu contei aqui.

O PT fica, o tempo todo, correndo atrás do prejuízo. Reparem que agora o partido tenta desarmar a onda do telemarketing. Quando conseguir, a onda provavelmente já terá mudado para as pichações.

Há também a hipótese de todas as ondas voltarem, ao mesmo tempo, com toda força, na última semana de campanha. Tudo isso não é por acaso. Há uma estratégia, como nas ações militares.

O que preocupa é que, assim como nas guerras, os que tentam derrotar Dilma parecem não enxergar meio termo: é a vitória completa, ou nada. É tudo ou nada – pouco importando os “danos colaterais” dessas ações para nossa Democracia.

Reparem que essas ondas todas não foram capazes de destruir a candidatura de Dilma. Ao contrário, a petista parece ter recuperado força na última semana. Mas as dúvidas sobre Dilma ainda estão no ar.

Minha mulher fez uma “quali” curiosa nos últimos dias. Saiu perguntando pro taxista, pro funcionário da oficina mecânica, pro vigia da rua de baixo, pra moça da farmácia: em quem vocês vão votar? Nessa eleição, pessoas humildes- quando são indagadas por alguém de classe média sobre o assunto - parecem se intimidar. Uns disseram, bem baixinho: “voto na Dilma”, outros disseram “não sei ainda”. Quando minha mulher disse que ia votar na Dilma, aí as pesoas se abriram, declararam voto. Mas ainda com algum medo de serem ouvidos por outros que chamam Dilma de “terrorista”, “vagabunda”, “matadora de criancinhas”.

O que concluo: as técnicas de contra-inteligência de Serra conseguiram deixar parte do eleitorado de Dilma na defensiva. As pessoas – em São Paulo, sobretudo -têm certo medo de dizer que vão votar em Dilma.

Esse eleitorado pode ser sensível a escândalos de última hora. Não falo de Erenice, Receita Federal, Amaury – nada disso.

Tony teme que as o desdobramento final da campanha (ou seja a “Quinta Onda”) inclua técnicas conhecidas nessa área estratégico-militar: criar fatos concretos que façam as pessoas acreditarem nos boatos espalhados antes.

Do que estamos falando? Imaginem uma Igreja queimando no Nordeste, e panfletos de petistas espalhados pela Igreja. Imaginem um carro de uma emissora de TV ou editora quebrado por “raivosos petistas”.

Paranóia?

Não. Lembrem como agiam as forças obscuras que tentaram conter a redemocratização no Brasil no fim dos anos 70. Promoveram atentados, para jogar a culpa na esquerda, e mostrar que democracia não era possível porque os “terroristas” da esquerda estavam em ação. Às vezes, sai errado, como no RioCentro.

Por isso, vejo com extrema preocupação o que ocoreu hoje no Rio: militantes do PT e PSDB se enfrentaram numa passeta de Serra. É tudo que o que os tucanos querem na reta final: a estratégia, a lógica, leva a isso. Eles precisam de imagens espataculares de “violência”, da “Dilma perigosa”, do “PT agitador” – para coroar a campanha iniciada em agosto/setembro.

Espero que o Tony esteja errado, e que a Quinta Onda não venha. Se vier, vai estourar semana que vem: quando não haverá tempo para investigar, nem para saber de onde vieram os ataques.

Tudo isso faz ainda mais sentido depois de ler o que foi publicado aqui , pelo ”Correio do Brasil”: uma Fundação dos EUA mostra que agentes da CIA e brasileiros cooptados pela CIA estariam atuando no Brasil – exatamente como no pré-64.

Como já disse um leitor: FHC queria fazer do Brasil um México do sul (dependente dos EUA), Serra talvez queira nos transformar em Honduras (com instituições em frangalhos).

Os indícios estão todo aí. Essa não é uma campanha só “política”. Muito mais está em jogo. Técnicas de inteligência militares estão sendo usadas. Bobagem imaginar que não sejam aprofundadas nos dez dias que sobram de campanha.

Por isso, o desespero do PSDB com as pesquisas. Ele precisa chegar à ultima semana com diferença pequena. Se abrir muito, até a elite vai desconfiar das atitudes das sombras, vai parecer apelação demais.

Por último, uma pergunta: por que o “JN” adiou o Ibope – que deveria ter sido divulgado ontem? Porque Serra estava na bancada do jornal.

A Globo não quis constranger Serra com uma pesquisa ruim? Imaginem as pressões sobre Montenegro, de ontem pra hoje? O PSDB precisa segurar a diferença em 8 pontos no máximo.Para que a estratégina de ataque final, na última semana, tenha chance de surtir efeitos.

Estejamos preparados pra tudo. E evitemos entregar à turma das sombras o que ela quer: agressões contra Serra, contra Igrejas, contra carros de reportagem.

O Brasil precisa respirar fundo e passar por esse túnel de sombras em que acampanha de Serra nos lançou.

Fonte: http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/as-cinco-ondas-da-campanha-contra-dilma-sao-tecnicas-de-contra-informacao-militar.html

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O texto abaixo foi extraido de um blog que gosto muito. Nesse posto de agosto, a blogueira fala das esquisitices francesas. Recomendo http://www.13anosdepois.com/

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Francês é um povo estranho, ponto.

Eles têm as esquisitices deles, nos temos as nossas. Geralmente da para fazer uma mistureba de tudo e levar a vidinha numa boa, mas tem coisa que não vai! Por essas e outras, os franceses continuam sendo seres estranhos para mim:

1 - Não tem numeros nos apartamentos. Pois é gente, um povo tão inteligente ainda não percebeu que trocar os sobrenomes por numeros nas caixas de correios dos apartamentos é mais pratico. Como não existem portarias nem porteiros por aqui, o pobre do moço do correio é quem fica com o trabalho sujo de distribuir as correspondências nas caixas dos moradores. Outro dia encontrei o carteiro quando estava entrando no meu prédio e vi sua cara de perdido ao tentar colocar um envelope pardo no buraco certo. Depois do bonjour fui logo perguntando: "Não seria mais facil se tivessem numeros no lugar dos sobrenomes?". Com um ar de "como não pensamos nisso antes?" ele respondeu que sim. Visitante: 1, donos da casa: 0.

2 - Apéro - O happy hour do francês pode ser meio estranho se ao sair do trabalho, seu colega te convidar para ir à casa dele fazer um apéro (tomar alguma coisa antes do jantar). Com duração de uma a duas horas no maximo, o encontro meio sem graça fica ainda pior quando o seu anfitrião te convida gentilmente para ir embora porque ele vai jantar com a familia. Indelicadeza? Para eles é super normal.

3 - Assoar o nariz sem cerimônia. Aqui é assim: deu vontade, assoa o nariz. Com força mesmo, tipo colocando as tripas para fora. No cinema, no restaurante, no ônibus, em programas ao vivo de televisão. Tão comum quanto respirar, é ter um lenço para assoar o nariz no meio da rua. O pior é que esse lenço sujo volta para o bolso da calça e fica ali por semanas, até ser usado mais algumas vezes. Todo mundo pratica com a maior naturalidade esse tipo de limpeza de salão por aqui, crianças, adultos, idosos e inclusive, o Léo.

4 - Comprar frios por fatias. Eles são vendidos nos supermercados por fatias, em pacotes com duas, quatro ou oito. E elas são mais grossas do que as que encontramos nas padarias do Brasil. Sinto falta das minhas fatias beeeem fininhas de mortadela, cortadas na hora.

5 - Não ceder lugar para os idosos. Tudo bem que os velhinhos franceses são muito mais atleticos e saudaveis que os nossos e que para ser considerado velho aqui, a idade minima é de 120 anos. Até acho bacana a população tratar a terceira idade de igual para igual, incentivando-os a se manterem ativos até quase o fim da vida. Mas minha educação tupiniquim não se conforma ao ver os jovens franceses não cederem lugar para os idosos nos ônibus ou nas filas. Acho que nunca fiz uma viagem inteira sentada, porque quando entra um velhinho, dou o meu lugar. E como o que mais tem na França é velho...

6 - Preferir abajur à luminaria. Se você ja esteve na França ou ja viu algum filme francês, com certeza reparou que as luzes nas casas e apartamentos não são claras como as nossas. Eles preferem luz fraca e amarelada, que da um clima mais intimista. Ja eu, prefiro luzes brancas e fortes, senão fico com dor de cabeça. Nossa sala é enorme, com espaço para 3 ambientes e tem um unico ponto de luz no teto. Na casa da mãe das crianças que eu cuidava é ainda pior, simplesmente não ha nenhum buraco no teto, nem fiação nos quartos e na sala. Apenas um abajur em cada cômodo para iluminar. Da para imaginar uma casa sem lâmpadas no teto?

7 - Passar as férias sempre nos mesmos lugares. A França é realmente especial e o que não falta é cidade bonita para visitar. Da para esquiar no inverno, ir para a praia no verão, para as montanhas no outono e para o campo na primavera. Mas passar todas as férias na mesma casa de praia da familia ou as festas de fim de ano na casa de campo do avô, não rola. Francês é o povo europeu que menos viaja para fora do pais. Isso tendo vizinhos como a Espanha, a Alemanha e a Italia, sem falar que é possivel viajar pela Europa toda de avião pagando menos de 15€ pela passagem.

8 - Desejar 'feliz ano novo' até o fim de janeiro. Francês se sente na obrigação de desejar votos de um bom ano novo à todos que conhece. E não so na noite do dia 31. Se você encontrar um amigo la pelo dia 20 de janeiro, ele vai lembrar de te dar os 'melhores votos' para o ano que ja começou. O Léo acha super estranho quando fala com alguém ao telefone no final do mês e recebe esse tipo de cumprimento. Mas atenção: so vale para janeiro, fevereiro ja é um pouco forçado demais.

9 - Festas com horario para começar e para terminar. Tai outra coisa que eu nunca tinha visto no Brasil, horario para a festança acabar. Por aqui é muito comum receber um convite especificando o horario de duração de uma comemoração, seja ela um aniversario de criança ou uma noitada na casa de um amigo. Para mim, festa so termina quando o mais bêbado da turma pega no sono. Quando eu cuidava das crianças, fui levar o pequeno de 4 anos ao aniversario do coleguinha cujo convite dizia: das 14h às 17h. A mãe foi clara: "Quando for busca-lo, não chegue nem 1 minuto depois do horario". Então ta né?

10 - Não tirar o esmalte das unhas. A maior diferença entre uma mulher francesa e uma brasileira (esteticamente falando) é o cuidado com as unhas, no Brasil damos muito mais importância ao assunto. Além de não tirarem as cuticulas e de preferirem o formado mais arredondado, as francesas simplesmente ignoram a existência do removedor de esmaltes. Quem me chamou a atenção para esse desleixo coletivo foi o Léo, me fazendo jurar que eu nunca chegaria à esse ponto de mulambisse. Depois, fiquei viciada em observar as unhas das queridas e é sempre a mesma coisa: compridas nos pés, descascando nas mãos ou esmalte velho até a metade dos 20 dedos. Cruz-credo!!

Toupoutou

Aqui nas minhas pesquisas, eu descobri os videos dos Toupoutou. Adorei!
Faz parte de uma série chamada "Avez-vous déjà vous?" (você ja viu?) so com pequenos videos de animaçao criados por Pierre-Alain Bloch. Os toupoutou sao os mais engraçadinhos.






Café

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Enchantée

A coisa mais dificil na França é o francês. Nada contra os franceses como seres humanos, claro. Não tenho preconceitos com franceses, muito menos com os parisienses. Afinal, tai a minha amiga francesa Manon para comprovar isso. Mas, veja bem, depois de dois meses de aula, depois de 3 meses em Paris, depois de dias e dias convivendo com esse povo lindo de meu Deus, eu so fiz uma amizade francesa. Tem marroquino, paquistanês, italiano, grego, americano, russo, tcheco... Menos francês. Quer dizer, somente a Manon.

Hoje na école, parecia que tinhamos combinado. Kaled, Vera, Kuang e eu estamos sentados na mesma fileira. Os estrangeiros resolveram se unir!. Seria até bom se fosse assim, mas o que acontece na verdade é que nos somos mais proximos pois somos mais abertos. Obviamente, a situaçao ajuda. Afinal, chegar num pais sem conhecer ninguém te faz ver as pessoas de outro modo. Todo mundo passa a ser interessante e sempre é hora para fazer uma nova amizade (claro que eu fujo um pouco dessa regra devido ao meu jeito quando-nao-estou-com-vontade-nao-falo-mesmo).

Tem gente que fala que a falta de interesse por seres humanos de outros paises acontece mais aqui em Paris, talvez por eles estarem ja de saco cheio de pessoas com idiomas esquisitos e comportamentos estranhos estarem invadindo a cidade. Tem outros que acreditam que seja por causa do frio. Bom, eu entrei na faculdade ainda era verão... E, ca entre nos, o que seria de Paris sem os estrangeiros?

Enfim, independente do porquê, a verdade é que falta amor, calor humano aos franceses. E até um pouco de empenho (por que não?). Afinal, se uma pessoa tem a coragem de deixar o seu lindo e quente pais para passar dois invernos congelantes e solitarios nesse pais europeu, é porque alguma coisa boa essa pessoa espera encontrar e acredita absurdamente que ira.

Infelizmente, além dos lindos museus, varios cinemas, salas de estudo, concertos ao ar livre, parques, ruas e construçoes lindas, ha tambem uma certa frustraçao e decepçao com a calorosa receptividade.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Muita coisa se passou nessas terras francesas. De agora em diante, postarei da minha casa. Sem mais mudanças, sem mais estresse e sem mais espinhas no rosto (se Deus quiser!).

Grupo de brasileiros (dois pernambucanos e três tijucanos! Salve Tijuca!) num show gratuito no Hotel de Ville.



Agora falando do show, fiquei bastante impressionada com a baixa qualidade do audio. Nao consegui ouvir uma musica inteira. De fato, se for para fazer dessa maneira é melhor nem fazer.
Cadê o "PA", meu Deus????

quinta-feira, 13 de março de 2008

Dando uma de Leni

Fui feliz em todo e cada momento em que pude viver dentro de mim
e, como numa explosão, pude ver tudo acontecer a minha frente
Meus olhos perdidos
Na intensidade da concentração



Estava eu lá no Fluminense dando uma de Leni Riefenstahl.
(Sexta-feira - 7/03/2008)


Um dos meus sonhos, de certa forma, se realizou. Umas das imagens que me vem diretamente à cabeça quando penso em cinema e esporte é Olympia de Leni Riefenstahl. Ela fez esse filme durante a Olimpíada de Berlim - sempre ela - em 1936. A primeira vez que vi acho que foi na aula da Ivana Bentes e nunca pensei que fosse me marcar tanto.

O filme é lindo. A melhor parte é a de saltos ornamentais. Leni produziu técnicas e estéticas fantásticas, me lembra um pouco as esculturas e pinturas renascentistas, pois privelegia muito o corpo humano, seus detalhes, sua forma, sua nudez. Eu, realmente, fico impressionada com a sua capacidade cinematográfica. Apesar de toda a polêmica com seu envolvimento com o governo nazista e todas as questões que isso envolve, eu a considero como uma das maiores cineastas, pois foram poucas as vezes que emocionei vendo um filme deste tipo - sem falas, somente imagens lentas, com planos, às vezes, muito fechados.




Com certeza, se eu tivesse que escolher alguém que me tivesse influenciado na criação do meu curta e em todo esse meu início de carreira - veja bem, digo na parte estética, técnica e coisa e tal - eu diria que foi ela. Ok, falta equipamento, talento, experiência e muitas outras coisas. Mas o objetivo é sempre o mesmo: chegar mais próximo de Olympia.

Ela, até hoje, influenciou e influencia nós - opa! estou me incluindo nessa?? -, comunicadores esportivos.


Para quem não sabe, antes de Olympia, Leni também fez o filme Triunfo da Vontade, que era uma propaganda gritante do governo nazista, apesar de ser também considerado uma das maiores obras do cinema. Talento era o que não faltava a essa mulher. Se quiser saber mais, tem um bando de site por aí que fala sobre ela.

E só para situar, essa atleta que aparece nas fotos é a Juliana Veloso, 27 anos, pratica saltos ornamentais desde os 8 anos mais ou menos, quando também praticava ginástica artística - sua técnica era a Jorgete Vidor! Ela disse que mudou porque nunca teve muito talento pra ginástica, enquanto era bicampeã nos saltos, na ginástica só conseguia algo na competição por equipes. Claro, também foi influenciada por seus pais e irmão, que já foram atletas da modalidade.
[[[A verdade é que muitos atletas de sucesso começaram na ginástica artística. Um bom exemplo é a russa Yelena Isinbayeva, recordista mundial do salto com vara. Ela considera a ginástica um dos esportes mais completos e imprescindível na formação do atleta, pois dá base para a prática de qualquer outro esporte - cara, eu adoro a Yelena. Pra mim, ela a musa dos esportes olímpicos... Enfim, pelo menos nesses dois casos, é óbvio que a ginástica teve um papel importante. Até porque são modalidades que exigem muita flexibilidade, força nos braços, pernas... (um dia desses vou fazer uma pesquisa sobre ginástica artística).]]]
**Juliana foi a primeira medalhista de saltos ornamentais do Brasil em Pan-Americanos, quando ganhou medalha de bronze e prata em Santo Domingo. Também disputou o Pan do Rio e ganhou medalha de bronze no trampolim de 3m, acho. Ela é fera e umas das melhores desse mundão aí.

Voltando ao assunto entrevista, nossa, Juliana foi muito simpática conosco e ajudou no que foi possível. Se um dia eu assessorar a galera do atletismo o primeiro conselho que darei é SEJAM SEMPRE SIMPÁTICOS. Você não sabe a alegria que dá fazer matérias com pessoas desse tipo, dá até vontade de voltar. Que o diga Aline Campeiro, do levantamento de peso, Raff Giglio, do boxe, etc.



*Leni e Juliana. Meio tarde, mas esta foi minha homenagem ao dia das mulheres. Porque, apesar de toda a implicância com esse dia e tal, acho que a gente merece.


ESPORTE COMO ESPETÁCULO?
ESPORTE COMO ARTE!