segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uma semana em Paris

Bom, minha camera ta sem cabo para passar as fotos... Entao, fiquemos sem fotos por enquanto.

A chegada e a viagem para Paris foram um pouco agitadas. Eu estava muito ansiosa, nao via a hora de chegar aqui e conhecer tudo. Achei, sinceramente, que me sentiria bastante diferente em outro pais e numa cidade como essa. Mas, para minha surpresa, me sinto muito a vontade. Tirando o frances que ainda nao aprendi, consigo me comunicar, chego aos lugares que quero e quase tudo aqui me é interessante. Nem esse teclado com letras fora do lugar me fez sentir diferente. Ja consigo escrever rapido e sem problemas.

O que foi mais complicado até agora, de fato, é a burocracia. Conta de banco, dinheiro, cartão de créedito, passaporte, visto, campus france, milhoes de documentos, inscricao na universidade... E ainda nao acabou, quando voce chega aqui percebe que ainda tem milhoes de coisas para fazer, milhoes de coisas para resolver, milhoes de anuncios de studio para ver e muitos, muitos lugares para conhecer.

A cidade luz nao é so a cidade dos turistas, dos africanos, dos milhoes de idiomas e nacionalidades em cada esquina. A cidade transpira cultura. Ha cinema por todos os lados. Museus, exposicoes, lugares para comprar livros interessantes, casa de escritores famosos, pintores ou castelos, monumentos, esculturas que sao parte da historia desse lugar.

Aqui o metro funciona. O onibus funciona e é mais caro que o metro. Os motoristas, normalmente, respeitam os pedestres. A cidade é silenciosa em relaçao ao Rio. Nao ouço muitas buzinas ou pessoas gritando. O trafego nao embolado. Ha mais pessoas educadas, de forma geral - o que nao impede de voce encontrar pessoas mal-educadas ou sem-noçao em algumas esquinas.

No verao, o Sol so vai embora depois das 21h, o que me faz ter medo do inverno... Os dias serao escuros e frios... Aff...

O meu quarto é bacana. Ficarei pouco tempo aqui. Preciso achar O studio urgentemente. Mas acredito que tudo vai dar certo.

A unica certeza que tive até agora é que gente é gente em tudo quanto é canto. Por mais que mude as nacionalidades ou idiomas, somos mais parecidos do que podemos imaginar. E essa globalizaçao louca traz uma proximidade cada vez mais assustadora.

So tenho que agradecer a oportunidade que tive. Meus pais, talvez, nao tenham noçao da mudança que isso trara na minha vida. Ou eles tem e sou eu que so to percebendo agora... rsrs

Mae e pai, eu amo voces. Obrigada por tudo.
Tamo junto!


Au revoir.

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